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A mostrar mensagens de 2006

EU E A MINHA MÃE

MÃE, PARTISTE SEM AVISO... A MORTE SÚBITA FAZ DESTAS...
JÁ LÁ VÃO 7 ANOS!
PARTISTE A 26 DE ABRIL, APÓS TERES COMEMORADO O DIA MAIS FELIZ DA TUA VIDA... O DA REVOLUÇÃO!
AGORA RESTA-ME CHORAR, PORQUE A SAUDADE É INFINITA!
CONFORME VIVESTE... COM CONVICÇÃO E DETERMINAÇÃO...
ASSIM MORRESTE... SEM VACILAR!

A MINHA MÃE

"Poema à mãe" Eugénio de Andrade

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque
já não sou o retrato adormecido no fundo dos teus olhos!
Tudo porque
tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!

Por isso, às vezes, as palavras que te digo são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque
perdi as rosas brancas que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...

Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me?
-, às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração rosas tão brancas como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa no meio de um laranjal..."

Mas - tu sabes!
- a noite é enorme e todo o meu corpo cresceu...
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não …

JAIME GRALHEIRO... O RESISTENTE!

Jaime Gralheiro: o Teatro Resistente

Jaime Gralheiro: o homem e a obra


2 - Bibliografia do dramaturgo - tábua cronológica[1]
1949 – Tentativa importante: Feia, a primeira peça escrita antes de ter assistido verdadeiramente a um espectáculo teatral; publicada na revista “Inicial” do Colégio João de Deus, Porto.

1962 – Epifânio Lacerda: peça mais tarde publicada com o título Paredes Nuas; representada em 1964 pelo grupo “Aurora da Liberdade”, de Matosinhos.

1963 – Belchior: peça representada por várias colectividades depois do 25 de Abril de 1974.

1964 - Ramos Partidos: publicada com as duas peças anteriores num livro editado pelo autor, em 1967, sob o título genérico de Teatro; embora ensaiada, foi uma peça proibida pela censura[2].

1964 – Farruncha: peça infantil representada inúmeras vezes por vários grupos de teatro, de colectividades e escolares, inclusive; publicada em 1975 pelo F.A.O.J..

1967/68 – O Fosso: peça publicada em 1972 pelo “Jornal do Fundão”, como n.º 1 da sua Colecção “C…

ERA UMA VEZ UM PAÍS

AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU

Era uma vez um país

onde entre o mar e a guerra

vivia o mais infeliz

dos povos à beira-terra.



Onde entre vinhas sobredos

vales socalcos searas

serras atalhos veredas

lezírias e praias claras

um povo se debruçava

como um vime de tristeza

sobre um rio onde mirava

a sua própria pobreza.


Era uma vez um país

onde o pão era contado

onde quem tinha a raiz

tinha o fruto arrecadado

onde quem tinha o dinheiro

tinha o operário algemado

onde suava o ceifeiro

que dormia com o gado

onde tossia o mineiro

em Aljustrel ajustado

onde morria primeiro

quem nascia desgraçado.


Era uma vez um país

de tal maneira explorado

pelos consórcios fabris

pelo mando acumulado

pelas ideias nazis

pelo dinheiro estragado

pelo dobrar da cerviz

pelo trabalho amarrado

que até hoje já se diz

que nos tempos do passado

se chamava esse país

Portugal suicidado.


Ali nas vinhas sobredos

vales socalcos searas

serras atalhos veredas

lezírias e praias claras

vivia um povo tão pobre

que partia para a guerra

A MINHA SOBRINHA

QUANDO FOR GRANDE QUERO SER COMO TU!

NÃO ABDICO DESTE PAI LINDOOOOOOO

AVÔ E NETA... LINDOS!!
PENA A MINHA MÃE TER FALECIDO.
FAZES-ME TANTA FALTA MAMÃ!
A TUA BEBÉ

MEU FILHO

Há FILHO MAIS LINDO???
NUNCA!!!

MINHA FILHA

HÁ FILHA MAIS LINDA?
NUNCA!