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A mostrar mensagens de 2007

ONDE VAZ... LUIS?

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís de Camões

JAIME GRALHEIRO ESCREVEU SOBRE O POETA:
1980 - ONDE VAZ, LUIZ? - (publicada pela editorial Vega em 1983); representada pelo TEC, numa encenação notável de Carlos Avillez pelo “Cénico numa encenação do Autor e pelo Teatro Construção de Joane - V. N. de Famalicão);

FAZ HOJE 8 ANOS QUE TU MÃE, NOS DEIXASTE!

À MINHA MÃE:
Poderia ir ao cemitério rezar pela tua alma!
Poderia formalizar este aniversário de luto de muitas maneiras convencionais...!
Mas não!
Achei que a melhor homenagem que te podia fazer era ir à manifestação do 25 de Abril... ("... o dia mais feliz da minha vida"- dizias tu com orgulho!).
E assim, ao longo daquele muito longo desfile, fui recordando o teu empenho para que Abril vingasse!
Eras uma mulher corajosa, sem medo, nem preconceitos... activa e convicta....
Confrontavas o status quo daquela gentinha de S. Pedro do Sul... que tu incomodavas, por seres coerente e digna!
Sei que à tua morte prematura, não foi alheia a desilusão por teres constatado que os ideais da Revolução íam desvanecendo !
Naquele 25 de Abril de 1999, véspera da tua morte, estavas comigo. E eu vi, senti... o teu desgosto.
No dia seguinte entregaste-te à morte: de forma cruel... repentinamente, sem teres tempo de te explicar!
Fazes muita falta!
Sinto que continuas a olhar por mim, pelos meu…