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A mostrar mensagens de Dezembro 26, 2008

A MINHA MÃE, O NATAL E O CRAVO VERMELHO

Neste Natal, mais uma vez se cumpriu a tradição.
Rumámos à santa terrinha para, pelo menos uma vez por ano, estarmos todos juntos.
Quando cheguei à Nossa Casa vi que os vasos onde a minha mãe plantara os cravos há quase vinte e dois anos, não estavam lá em cima, na varanda.
Continuavam na rua, mas à entrada de casa. As ervas daninhas já os tinham invadido. Tinham mau aspecto...

Nada comparado com o cuidado que a minha mãe lhes dedicava: eram os cravos da Leonor, minha filha, dizia ela, por ter ali estacado os pézinhos das flores que os amigos me tinham oferecido em Abril de 1987, ainda na maternidade.
Certo é que perto do dia vinte e três de Abril os cravos floriam, como a comemorar o nascimento da pequenita, hoje mulher.
Inevitavelmente, sempre que isso acontecia, a minha mãe telefonava-me e dáva-me a boa nova:
- Os cravos da Leonor já abriram.
Fiquei um pouco irritada por os vasos não estarem cuidados, nem colocados onde era costume... na varanda.
Desde a morte da minha mãe, imagino aquela c…