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Dia Mundial da Poesia

Há 3 anos o meu pai escreveu...
No dia Mundial da Poesia, uma passagem discreta:

VEM ACONTECER
Tardo
Na tarde
E este entardecer
Tarda em me trazer
A alma da tarde
Que me dá prazer.
Não tardes mais
Vem acontecer.
Jaime Gralheiro
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A Revolução de Abril contada às crianças - Jaime Gralheiro

ERA UMA VEZ UM PAÍS… Era uma vez um país, que tinha como matriz a forma de um caixão. Nesse país de terror, havia como senhor um homem sem coração… Um tirano, um opressor! Só quem queria o que ele queria, e pensava como ele, e como ele, também fazia é que tinha a regalia… de ser gente… os outros não! Tratados como vassalos, muito pior que cavalos Ainda abaixo de cão!



Para ter tudo na mão, esse monstro de mil olhos, de mil ouvidos, mil traições, entrava em qualquer lugar para ver, ouvir, escutar… E quer fosse no emprego, em casa de cada um, no café, na escola, ou praça… Sempre o olho da desgraça, o seguia e perseguia, de modo que quem dizia mal da sorte, ou do patrão, altas horas, ou de dia, ía parar à prisão.

JAIME GRALHEIRO E O SEU SANTO DE ELEIÇÃO - S. MACÁRIO

Jaime Gralheiro - Memórias de infância
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(Revisitação com gente lá dentro)

Falo de Macieira de Sul (S. Pedro do Sul), a aldeia mais serrana da freguesia, nas faldas do monte S. Macário, a deslado do Soito, Posmil e Lageosa, já pertencentes à freguesia de S. Martinho (das Moitas). Falo do lugar onde nasci e se me ficou inteiro na memória, desde que, aos nove anos, de lá desandei para (praticamente) nunca mais lá voltar. Falo de Macieira virada a sul/nascente, com as costas bem protegidas dos ventos norte pelo gabinardo do santo protector a que se encosta. Falo da varanda sobre o vale do Sul, com o lugar dos Pesos, do outro lado, em frente, por onde a gente se guiava no virar das águas: a sombra a varrer os Pesos.
Falo de Macieira, onde no centro se erguia a morada de casas dos senhores da terra que viviam em Nespereira (Alta) e ali vinham, apenas, de vez enquando, receber as rendas. Agora, falo dessas casas com paredes em porpianho e cobertas c…